Da Divina Perseverança em Contrair Tanto Quanto Não Se Queira

bbimage-1269147940_6559_medium(Imagem: Kush, Vladimir)

Toda a fauna dessa terra e toda a flora dessa terra
E tudo quanto fruto for,
A frutificar

Como grito de esperança de uma voz que nunca berra
E tudo quanto tempo for,
A temporizar

Toda a prosa dessa vida e toda valsa em si contida
E tudo quanto verso for,
A diversificar

Toda chuva de inverno todo o frio que for eterno
E tudo quanto grato for,
A gratificar

Há mais tanto o que manter preso dentro da memória
Em cantiga escalonada por um tempo esquecido
De vez ignorada e ambiente suprimido
A quem menos tiver nome que se chame de história

São pontos de um espaço que hoje já não valem nada
E entretanto absolutos nunca param sua marcha
Tão fiéis ao seu destino como flor que nunca murcha
Pois plantada em sua raiz à eternidade enamorada

Mesmo que tão invisíveis são estadas como rocha
E seu raio emaranhado como a flor que desabrocha
Uma memória esquecida nunca desvalorizada
Há mais tanto o que esquecer pois não tem mais nenhum valor

Muito embora se encontre em tudo quanto for lugar
Quantidade nunca foi um atributo a se olhar
Pois também no numero está contida muita dor

Toda estrela desse céu e todo peixe desse céu
E tudo quanto forma for,
A formalizar

Toda pena colorida e toda reza escondida
E tudo quanto ermo for
A harmonizar

Toda estrela desse mar e todo peixe desse mar
E tudo quanto razão for
A racionalizar

– Denani, Daniel –

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