Da Cantiga Tão Mal Quista Que Por Todos Canta E Morre

cafe_in_paris_original_oil_on_canvas_painting_by_leonidafremov-d5x5h40
(Imagem:  Afremov, Leonid)

 

Era apenas mais um dia como um dia outro qualquer
Era apenas mais um templo aberto a todo homem comum
Fora forma decadente, essência em corpo de mulher
Até que no final se fez não ser mais corpo algum

Era um só dia e se fez ser a vida inteira de um menino
Era templo e se fez ser marchinha tola em carnaval
Fora de um corpo reluzente, adaga em mãos de um assassino
Até que no final se fez não ser ninguém real

Como se fosse o infinito então curvar-se a qualquer dedo
A quem se vence e é vencido do desejo à servidão
Que não proclama nem futuro, nem destino, mas o medo

E aqui estou contido, no final desta oração
Com meu semblante enfurecido, meu sentido tolo e ledo
Aguardando submisso a minha maior contradição

– Denani, Daniel –

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s