Das Vertigens De Nossos Dias, Do Que é Certeza Ao Que É Ilusão

Visto o céu por sobre o mar não há mais nada diferente
Pois que em tudo vai-se o dia com os passos desta gente
Como pragas compassadas na embriaguez de algum regente,
Não há música ou cantiga sem saber o que há na frente

Há quem supõe-se em outra forma por sentir a água salina
“Pois que como então seria tão salgada esta matina?”
Mas eu entendo que solúvel é somente a pedra fina
E sendo assim, por mais ou menos, nada muda em sua sina

Sendo a noite calma e fria uma provável exceção
Pois que na falta da clareza tudo é vã superstição
Seja dos olhos a sua frente ou do pé a direção

Mas por agora nada importa, pois não é assim real
Nem este verso que proclama nem o poeta, seu igual
Pois vista a cor já diferente o que seria é imoral

– Denani, Daniel –

 

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