Oração da partida.

 

Pai nosso que estais no mundo,

Pai de sabedoria, mansidão e salvação.

Não deixe o medo me corroer,

a sombra do mal me cobrir.

A sua luz de minha alma sumir.

 

Pai da salvação,

meu Sagrado Coração,

leve suas bênçãos a quem necessita,

neste momento de nossas vidas.

 

Pai da benevolência, da bondade e da criação.

Venho a ti pedir por nossa salvação.

 

Dai-nos suas bênçãos,

conforto e distinção.

Receba nossa família em suas mãos.

Cubra-nos com a sua misericórdia,

Senhor Onipotente Pai de toda criação.

 

Perdoe nossas blasfêmias,

retire-nos todas as nossas infâmias,

receba em seus braços toda alma sem distinção.

Cuide dos enfermos através desta oração.

 

Dai-nos força, fé e sabedoria,

para que no nascer de um novo dia,

possamos ser dignos de estarmos contigo.

 

Pai eterno que estais no mundo,

retire de nós a dor da perda,

receba esta oração,

neste momento de aflição.

 

Dai-nos a compreensão,

para discernir que a partida não é uma adeus,

mas sim, um até logo.

Para nos encontrarmos na morada de Deus.

 

Amém.

 

Oração revelada a Leandro Campos Alves.
pelo anjo Gabriel.
04 de Agosto de 2016.

Registro no E.D.A – Lançamento livro Revelações.

Apoio literário.

Daquilo Que Se Diz Sobre Tudo O Que Foi Dito

pintura-palhacos-w(Pintura: Ivo, Pedro)

Sobre a sombra de palavras que não querem dizer nada
Toda a compreensão é vasta, todo critério é correto
Só nos basta ter em mente manter fixo e discreto
O teor da opinião que por si só já é mais amada

Pois de fato um discurso nunca pode ser aberto
Já que não é permitido haver qualquer outra entrada
Sendo assim é bem mais sábio aquele que levanta a espada
Pois palavra é um escudo que nunca é usado certo

Então só vale-me dizer que o meu ditado nada diz
Pois que, se fosse diferente, morreria em seu valor
Levando sempre ao seu lado tudo o que com força eu fiz

Eis que por mais valia eu guardo em uma caixa de isopor
Cada palavra costumeira que não serve como atriz
E por fora eu resguardo paz, justiça e muito amor

– Denani, Daniel –

Minha História.

minha história

Se meus olhos um dia não verem mais a luz.

Se minha pele não transmitir mais o meu calor.

Se meu olfato não sentir mais o cheiro das manhãs.

Se um dia a luz ausentar-se de meu caminho.

Se minhas pronúncias se calarem para o mundo.




Hei de deixar minha história escrita em recordações.

E a minha existência imortal nas letras de meus versos.



Um dia neste mundo estarei ausente,

mas deixarei a todos como meu presente,

minha amizade sinceridade e o amor verdadeiro,

de um amigo leal e companheiro.



Minha vida pertencerá a Humanidade,

e em espírito estarei anunciando as bênçãos em versos,

boemias em estrofes.



E em espírito terei a confirmação

que construí muitos amigos,

conquistei muitos amores,

adquiri a paz e construí família.




Se um dia, este dia me faltar,

estarei com certeza intercedendo a Deus por vós,

o amor e a paz que sempre divulguei nos versos meus,

ao lado de nosso Deus.

 

Leandro Campos Alves

Livro de poemas e crônicas “Sonhos”

Clube de autores & Publique Saraiva

2016.

Foto: Imagens ilustrativa

 

images(Pintura: Dali, Salvado)

Prontidão!
Como o sol por sobre vales e montanhas
Reluzindo pela Terra as suas vagas façanhas
Sem sequer pensar em outra como a sua condição

Persistência!
Como flores de perfume que se matam no inverno
Sem pensar no que é volátil, sem pensar no que é eterno
Pois bem sabem que o futuro não exige obediência

Força e ação!
Como todas as montanhas de voz forte e imponente
Ao cortar o firmamento com sua força persistente
Sem sequer reconhecer o sangue dessa violação

Mas coerência…
Pois a nada conhecemos que não morra na verdade
E nem se perca no caráter mais sutil da própria idade
Que seja então um passarinho o que chama hoje ciência.

– Denani, Daniel –

Das Sombras Sorrateiras Sobre O Que Mais Claro Se Faz Ser

780PinoDaeni-4_zps0aec48c1(Imagem: Daeni, Pino)

Cavalgando a pópria sombra desenhada sobre o chão
Como fosse a natureza de seus olhos a verdade
Rebuscou por toda a terra o cristal de sua idade
Cortando o mar fechado, o céu aberto e o sertão

Fez-se então filha do sol e sobre a noite mãe solteira
Fez-se fios de cabelo sobre o mel da manga doce
Fez-se mais do que razão, pois fez-se tudo o quanto fosse
E pintando-se de fortes fez-se então mulher guerreira

Mas sua espada de ouro feita reluzia um brilho ambiguo
Onde por mais que conquistasse em sua voz eram derrotas
E das cantigas em sua volta só lamentos de almas rotas
Poderiam conclamar o som sentido ao mar contíguo

Mas no fim o que importa aos corvos podres dessa ilha
Se não for do necessário o que melhor agrada o tato
Que então seja a sua verdade, apenas dá-me do seu fato
E não procure nos meus olhos encontrar os de sua filha

Pois que cavalgo eu muito além da forma clara de meu rosto
As verdades que, por certas, todos calam, todos negam
Como flores que maldizem de um lado e, do outro eles regam
Mas sem isso até você seria agora um corpo morto

– Denani, Daniel –